P da C

Bateu-me à porta, fui ver quem era

Espreitei pelo buraco, vi uma mulher à espera

Bom dia! Perguntei-lhe o que queria

A senhora devia estar enganada porque eu não a conhecia

Mas insistia que tinha que falar comigo

Que precisava de mim, precisava de abrigo

Tentou forçar a porta, entrar sem pedir licença

Minha senhora, eu não sou quem a senhora pensa

Não insista, vá-se embora, agradeço

Tenho pena mas não ponho em casa quem não conheço!

E à força com certeza que não havia de entrar

Estou solidário mas arranje outro lugar para ficar

De pensar que estive quase a ceder, quase a abrir

quase a cair numa armadilha p'ra me extorquir

Manda a casca para o chão e fica à espera que deslize

já ouvi falar nessa senhora, chamam-lhe...

 

A puta da crise, a puta da crise

A puta da crise, a puta da crise

A puta da crise, a puta da crise

Se não acabo com ela, ela acaba comigo

 

Diz ela que não sabia dessas trapaças modernas

Que acabou sem nada a ganhar a vida entre as pernas

Prometeram-lhe mundos e fundos, fortuna, bonança

Senhores de fato e gravata que lhe levaram a poupança

Educados, bem vestidos inspiravam confiança

Diz que enquanto não os apanhar, não descansa

“Eu percebo minha senhora mas também sou pobre

Eles aqui não estão, aqui em casa não os descobre

Tenha um bom dia, com licença não sou eu quem procura

Tente ver se os encontra ali na Rua da Amargura

Ya! A senhora não me enganou

Percebi que era mentira, tudo parte dum complot

Fechei-lhe a porta na cara mas nem assim desistiu

Sentou-se horas e horas ali parada ao frio

Pacientemente esperou que eventualmente passasse por ela

Enganou-se, saí pela janela! Fugi da...

 

A puta da crise, a puta da crise

A puta da crise, a puta da crise

A puta da crise, a puta da crise

Se não acabo com ela, ela acaba comigo

 

Ficha Técnica:

Produzido por AC para Mandachuva Lda

Todas as programações por AC

Gravado no Ginásio por AC

Misturado por Jorge Cervantes no Andinos Studios